Em 1985, Seymour
Patert(1985: 56) afirmou que “a maior parte de tudo que tem sido feito até hoje
sob o nome genérico de 'tecnologia educacional' ou 'computadores em educação'
acha-se ainda no estágio da composição linear de velhos métodos instrucionais
com novas tecnologias”. Essa, infelizmente, é a realidade perceptível na grande
maioria das escolas. As mudanças que a tecnologia poderia causar ainda são
mínimas, tendo em vista que tais transformações não podem ocorrer somente
através da disponibilização das ferramentas midiáticas e TIC no ambiente
escolar, mas da formação de uma nova dinâmica educacional que vai desde a
releitura da metodologia aplicada em sala de aula até as estratégias da gestão
para diversificar e qualificar o processo de ensino e aprendizagem.
O que, então, impede que isso ocorra?
A matéria de Lúcia Berbert,
no site Telesintese,
versa sobre algumas questões que impedem a integração efetiva das TIC na educação.
Vejam:
Sem capacitação, uso da internet causa pouco impacto nas escolas,
dizem especialistas.
A
falta de infraestrutura de acesso e treinamento são os principais fatores que
impedem o uso das Tecnologias de Informações e Comunicações (TICs) na educação.
Esta é a principal conclusão dos setores que trabalham com o tema no Brasil,
que participaram nesta terça-feira (3) do 31º
Encontro Tele.Síntese, em Brasília. De acordo com o coordenador do Ipea,
Luis Kubota, isso fica bem claro no estudo que o instituto está fechando sobre
o uso de tecnologias nas escolas, com dados da pesquisa TICs Educação, do
CGI.br.
Já
o gerente de projetos do Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação
(Cetic) do CGI.br, Alexandre Barbosa, o acesso é problema, mas onde não há essa
escassez, a falta da capacitação, de apropriação das tecnologias, impedem o
avanço delas para processos de inovação, por exemplo. “Nas empresas, o uso da
internet é maior para envio e recebimento de e-mails e para buscas, sem muita
preocupação com integração com os fornecedores ou uso de outras ações de
gestão”, disse.
O
superintendente de Suporte da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), André
Barbosa, por sua vez, acredita que a TV aberta, presente em 96% dos lares
brasileiros, pode ter um papel importante na disseminação de serviços de
governo e de tecnologias. Para isso, ele defende a incorporação da TV digital
interativa nas políticas públicas de inclusão digital.
A
representante da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Beatriz
Alquéres, disse que a incorporação de novas tecnologias na educação depende da
capacitação do professor. E isso é um problema porque não pode afastá-los da
sala de aula.
Como vemos, são muitas as questões a
serem analisadas. Acrescento ainda, o papel do gestor como fator determinante
nesse processo. Em todos os casos “a falta de competência é não só um obstáculo que impede a integração e o uso das TIC na
educação, mas é também um fator que impede
a mudança” como afirma Gonçalo Simões, em “A Utilização das TIC na escola:
potencialidades e limitações”. Disponível em http://brumaweb.net/esphc/images/docs/ca7/AutilizacaodasTICnaescola.pdf
Diante do exposto, abro uma
discussão a respeito dos problemas que impedem a integração efetiva das TIC nas
escolas públicas e as possíveis
estratégias para solucioná-los. O tema em questão será direcionado ao estudo de
caso da Escola Moisés Bento da Silva – Jati-CE
Sites visitados:
Referências Bibliográficas:
FREIRE, P. Educação e mudança. 14. ed. Rio de
Janeiro, Paz e Terra, 1979. Coleção Educação e Comunicação.
PAPERT, S. Logo: computadores e educação. São
Paulo, Brasiliense, 1985.

